[Do lat. imp. improprietate.]

... Substantivo feminino ... 1. Qualidade de impróprio ... 2. Inconveniência, oportunidade ... 3. Incoerência, absurdo ... 4. Deslize, lapso; incorreção: Sua linguagem se ressente de muitas impropriedades

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sim? .... ou..... Não?

Este questionário avalia a sua emotividade ou estabilidade. Responda com honestidade a todas as perguntas, mesmo que algumas lhe pareçam inadequadas. O teste divide-se em 5 partes: ansiedade, culpa, tensão, inferioridade e depressão. Para todas elas existe uma análise à pontuação obtida.

Se cometer um disparate em público sente-se perturbado nos dias seguintes?

Sente-se frequentemente embaraçado?

Sente frequentemente estremecimentos interiores com a súbita lembrança de experiências humilhantes?

A sua voz fica trémula quando está a talar com alguém que pretende impressionar em particular?

Costuma brincar com os dedos quando está sentado ou deitado?

Pensa, algumas vezes, que precisa de um tranquilizante para se acalmar?

Adormece facilmente quando vai para a cama?

Pensa que não merece o afeto das outras pessoas?

Suspeita que há-de pagar um preço pelos prazeres que tem na vida?

Alguma vez desejou que a sua consciência o deixasse em paz?

Sente uma grande necessidade de confessar coisas que fez após as ter feito?

Sente-se, por vezes, desgostoso por causa dos seus desejos ou fantasias sexuais?

Pensa, por vezes, que desapontou os seus pais com a vida que levou?

Tem, às vezes, tiques nervosos no rosto ou nos ombros?

A sua pele é muito sensível e macia?

Pensa com frequência que é um perdedor?

Suspeita que as pessoas não o olhariam mais se alguma vez descobrissem o seu «verdadeiro eu»?

Quando se olha ao espelho fica contente com o que vê?

Sente instintivamente que as suas decisões são as correctas?

Já alguma vez se interrogou sobre se alguém daria pela sua ausência caso desaparecesse da face da Terra?

Existe no Mundo pelo menos uma pessoa que realmente o ame?

Existe pelo menos uma pessoa que o ame?

Existe alguém que o ame?

Existe?

Sente-se, muitas vezes, infeliz quando acorda de manhã?

Sofre de solidão?

Já alguma vez pensou seriamente em se suicidar?

Pensa que tem uma vida útil e que de alguma forma contribuiu com algo de positivo para o Mundo?


quinta-feira, 23 de julho de 2009

A pergunta




Sai caminhando pelas ruas ontem. Juro. Ontem eu saí da cama. Passos. Um atrás do outro. Primeiro pela casa, depois na rua. Não pareceu tão difícil caminhar. Não senti nenhum peso. Nenhum medo. Nenhuma sensação incômoda. Sim, ultimamente tenho tido problemas em colocar os pés no chão. Nem sei por que estou lhes dizendo isso. É tão óbvio. É tão claro. É tão... também. Hein? Perdão, eu não compreendi a pergunta. Eu não compreendi... O que eu estava lhes dizendo? Ah sim, sobre caminhar.... Tenho pensado em caminhar bastante nos últimos tempos. Ir para lugares. Sair daqui. Sair... Mas é que... nem sempre... é tão simples. Mas ontem foi. Sai caminhando pelas ruas ontem. Ontem? Passos. Depois na rua. Nenhuma sensação incômoda. Nem sei por que estou lhes dizendo isso. Talvez porque seja óbvio. Talvez porque eu não tenha compreendido a pergunta. As perguntas. Tenho pensado em caminhar bastante nos últimos tempos. Sair daqui. Desse lugar. Que eu acabo sempre voltando. Seria bom ter uma daquelas pílulas agora. Posso ter uma das daquelas pílulas agora? Posso? Posso? Posso sair daqui? Posso? De qualquer forma, foi animado... sair daqui. Ir para as ruas. Conhecer as pessoas. Encontrar sangue novo. Literalmente. Encontrar gente nova. Literalmente. Acreditem em mim: Eu não sou a pessoa que vocês estão imaginando. Essa é a única verdade em que vocês podem acreditar. Eu não sou a pessoa que vocês estão imaginando. Não sou. Simples assim. Tenho milhares de histórias que eu poderia lhes contar. Mas não sei se valem a pena. As histórias. Elas nunca seriam a verdade. Hoje em dia já é dificil entender o que é verdade ou não. Até porque, o que é verdade hoje, pode deixar de ser amanhã. Ou o contrário de tudo isso. É impressão minha ou isto está ficando muito confuso. Eu estou sendo claro? Não quero confundir niguém. Não é essa a minha intenção. Mas, qual é a minha intenção mesmo? Como é que se faz para encontrar a intenção certa? A entonação certa. O momento justo. A perfeição. A exatidão. A precisão. Como é que a gente faz para... entregar a mensagem certa? Quem garante que o que eu estou dizendo aqui é o mesmo que vocês estão compreendendo aí? Hein? Como? Acho que não compreendi a pergunta. Eu não compreendi ... o que eu estava lhes dizendo.


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Eu Quero!!!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Opa... em Floripa também!!!

De Divulgação


Aguardamos por todos... aproveitem porque a entrada é franca!
Quer saber mais sobre o espetáculo? Acesse aqui!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Rituais




Acordou apenas no final da música. Com as ruas vazias e o corpo cansado. Nem a água que caia do chuveiro sobre sua cabeça tinha conseguido acordá-lo. Passou os últimos 05 minutos e 39 segundos com os ouvidos e os sentidos fechados para o mundo. Um imenso headphone enfiado nas orelhas e a percepção desligada. Um headphone nos ouvidos, um chuveiro pingando sobre a cabeça e nenhuma ligação com o mundo. Girando. Ele e o mundo. Fechando-se. Ele e a percepção. Os sentidos. As vontades. Seu reino resumindo-se. Seu castelo. Sua casa. Mas... cantava. De um jeito torto, exprimia-se. Espremia-se. Exorcisava-se. O braço esticado mantinha o compact disc player a salvo da água. A cabeça levemente caída a frente cuidava para que os headphones não fossem atingidos também. A nuca, vermelha, era prova de que a insistência da água podia causar estragos. Ele, inteiro, era prova de que a ausência podia causar estragos. Ele era assim. Tornava-se ausente. Tornava-se um estrago. Seu corpo era evidência. Fazia sete meses que não colocava os pés na rua. Alías, não colocava os pés no chão. Ia da cama para a cadeira. A cadeira servia para que ele se locomovesse pela casa. Não era uma cadeira de rodas. Era uma cadeira de escritório normal. Ele é quem não estava normal. O único lugar em que conseguia colocar os pés no chão era debaixo do chuveiro. Sobre o pequeno tapete de plástico embaixo do chuveiro. E só conseguia entrar no chuveiro quando escutava música. E quando escutava música, fechava-se para o mundo. Seu pequeno ritual alienante.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Bestas




Acordou que era uma besta! Isso mesmo, uma besta. Com suas longas orelhas de burro - que é como também são conhecidas as bestas - andando de um lado para o outro. Nunca soube dizer se não percebeu que tinha acordado dessa forma ou se sempre foi assim e eu é que não tinha me dado conta. De qualquer forma, sua silhueta era, por assim dizer, bastante peculiar - visto que não encontro outra palavra. Talvez surreal fosse a mais adequada. Isso... surreal! Um focinho deveras engrandecido, se é que as bestas tem focinho. Desculpem-me, mas não estou familiarizado com as bestas. No meu dia a dia costumo somente conviver com pessoas mais desenvolvidas, pelo menos eu gosto de pensar que seja assim. Morreria de medo se começasse a imaginar que de uma hora para outra as pessoas pudessem começar a acordar como bestas. Ou será que apenas teriam sua verdadeira face revelada. E se assim for, qual seria a minha face real? Teria eu algum tipo de animal escondido em mim? Amanhã, quando acordar, poderei estar transformado também em uma besta?